O Desenvolvimento do Apego na Criança – Contexto

1. CONTEXTO

Vivemos em um mundo relacional, o relacionamento para nós humanos é fundamental, muitas vezes ter sucesso ou não depende do modo como nos relacionamos com os outros. Somos seres impulsionados para relações, logo que nascemos comunicamos nossa chegada através do choro, e reclamamos nossas refeições de imediato, pois estamos programados para sugar o seio em busca de alimento.

2. NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA RELACIONAL

Nossos pais nos ensinam os rudimentos das relações, com os objetos de modo geral e com as pessoas, por ex. Não bate, não morde, dá um pedaço para seu amigo, empresta o seu brinquedo, se ele te bater você se defende, se ele te ofender você xinga também, empresta seu lápis, não dá seu lanche, etc.

3. NA ESCOLA

Continuamos nossa caminhada, agora fazemos amigos e inimigos, as coisas começam a complicar. As crianças tímidas sofrem, as espontâneas demais também, começam os ajustes da vida. Não aprendemos conceitualmente as relações, e ficamos sem parâmetros, na matemática temos as regras, no Português também, Geografia e história está tudo bem explicado nos livros, mas como se relacionar com as outras pessoas não tem livro, vamos crescendo e aprendendo na prática, e isto muitas vezes e difícil e doloroso. Nos custa apanhar, bater, gostar, odiar, ser odiado, fazer parte da turma ou não, sofrer rejeição, rejeitar etc.

4. NA ADOLESCÊNCIA

Como sobreviver na adolescência, é quase uma metamorfose, muda o corpo, a voz, o modo de ver e sentir as coisas e as pessoas, tudo fica meio chato e sem graça, vamos à busca de novos horizontes – o modo de perceber e conceber o mundo e as pessoas muda. O mundo fica difícil sob vários aspectos ou quase todos, ninguém nos entende e se entende é por pouco tempo, logo perdemos a razão, nossas reivindicações parecem fora de propósito para nossos pais, tios avós. Somente nossos amigos nos entendem, com frequência os pais deles também não os entendem. O mundo fica meio hostil.

5. NA JUVENTUDE

As primeiras relações no ambiente de trabalho, quantas vezes nos deparamos com situações difíceis por falta de habilidade interpessoal, temos que lidar com chefias difíceis, com colegas invejosos, ou dificuldades em expressar nossas opiniões de forma clara, colocar limites em nossos relacionamentos. Ter nossas próprias opiniões, fazer escolhas tomar decisões, assumir responsabilidades. Escolher carreira, escolher um parceiro.

6. NA VIDA ADULTA

Escolhemos nossos parceiros, sem saber direito o que nos atrai, e o que a outra pessoa viu em nós para querer casar também. Casamos sem entender muito bem como funciona um relacionamento a dois e vamos vivendo, no início tudo e lindo e maravilhoso lentamente os problemas aparecem e não temos a menor idéia de como consertar as coisas. Queremos sempre voltar ao estado de paixão anterior e só pioramos as coisas.

7. DECIDIMOS TER FILHOS

Mas raramente as pessoas avaliam com o devido cuidado a situação, ter filhos ou não e suas consequências, a mudança na vida do casal, a vinda do bebê etc. Mais uma vez vamos aprender na prática como cuidar de um bebê, somos invadidas por montes de conselhos dos mais velhos e achamos que não é nada daquilo, mas também não sabemos direito o que é, fica tudo meio confuso. Em meio a essa confusão criamos os nossos filhos e a história se repete de geração em geração. Educar os filhos é a fase mais difícil, porque os bebes, as crianças, os adolescentes não vêm com manuais.

8. IDADE MADURA

Estamos novamente na mesma situação, tendo que nos virar na vida sem saber exatamente como, começa o circulo novamente. A psicologia vem nos socorrer nas questões relacionais, vem nos ensinar como desde pequenos podemos ser educados emocionalmente. A teoria do apego é uma teoria simples que pode ser aplicada por qualquer pessoa que entenda como ela funciona. Porém, educar pessoas pressupõe primeira a própria educação e para isso é necessário um investimento no desenvolvimento das relações interpessoais.

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Madalena Borges

Madalena Borges

ESPECIALISTA EM CASAIS E FAMILIA PELA UNIFESP, ESPECIALISTA EM SEXUALIDADE HUMANA PELA USP, ANALISTA PSICODRAMÁTICA PELA EPP. [email protected]

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